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sexta-feira, 27 de maio de 2022
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

Asfixiado pela PRF: morto por gás, Genivaldo foi abordado por não usar capacete

 


Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, que morreu após uma abordagem policial em Umbaúba (SE), foi parado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na quarta-feira (25), porque estava pilotando uma moto sem usar capacete.

Depois de parar a moto, a vítima, que sofria de esquizofrenia, teve mãos e pés amarrados. Mesmo sem reagir à abordagem, ele foi agredido pelos agentes. Parentes que presenciaram a cena informaram aos policiais que Genivaldo tinha problemas mentais - ele fazia tratamento para esquizofrenia há 20 anos.

“Ele pegou, botou a mão no bolso e puxou os remédios junto com a receita de que ele tem problema mental. Quando chegou o reforço, o policial veio, botou as mãos dele pra trás e começou a chutar as pernas dele. ‘Porque eles estão fazendo isso comigo se eu não fiz nada pra vocês?’”, relatou o sobrinho de Genivaldo, Walissom de Jesus, à TV Globo.

Ele foi colocado no porta-malas da viatura e imagens revelam que os policiais encheram o veículo de gás, usando uma bomba de gás lacrimogêneo. Segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML), Genivaldo morreu de asfixia e insuficiência respiratória.

"Não parece com nazismo, é nazismo", diz professor sobre "câmara de gás" da PRF

Desde a revelação da notícia de que Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, foi morto dentro do porta mala de um carro da Polícia Rodoviária Federal, a opinião pública passou a relacionar o caso com a prática nazista de matar pessoas em câmaras de gás.

Um laudo do Instituto Médico Legal confirmou que a morte de Genivaldo, um homem negro com transtornos psiquiátricos, morreu de asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda.

As imagens da fumaça saindo da traseira do carro levaram a comparações entre a política da polícia e o nazismo. Michel Gherman, coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos da UFRJ, assessor do Instituto Brasil-Israel e professor de sociologia, confirma a percepção e a relação feita entre o passado e o episódio da última quarta-feira (26).

“Não é que parece com o nazismo, em termos de prática de assassinato, é nazismo. Se usou exatamente a mesma forma de matar que o nazismo tinha”, afirma.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

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