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quarta-feira, 9 de março de 2022
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

‘Estuprador em série’ que fez ao menos 12 vítimas em Campo Grande é condenado

 


Foi condenado a 11 anos de prisão, por estupro e roubo, Rafael de Souza Leite, de 31 anos. Preso em 2017, após registro de uma série de estupros contra mulheres entre 18 e 25 anos em bairros de Campo Grande, ele teria praticado os crimes contra ao menos 12 vítimas.

A sentença é assinada pela juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, da 4ª Vara Criminal. A pena imposta pela magistrada é de 7 anos de reclusão por estupro e 4 anos por roubo, totalizando 11 anos de reclusão em regime fechado, sem substituição. Rafael poderá apelar em liberdade.

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) aponta na denúncia que, no dia 14 de setembro de 2015, uma vítima foi roubada e estuprada por Rafael nas proximidades da Avenida Guaicurus. A mulher estava sozinha, foi atingida com um soco no olho pelo acusado e caiu no chão, quando foi imobilizada. Ela teve a boca tampada para não gritar e foi estuprada.

Só ao conseguir atingir o acusado nos olhos com as unhas, a vítima então conseguiu se livrar e gritar por socorro. Rafael pegou a bolsa da jovem e fugiu. Preso após investigações da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Rafael confessou este e outros 11 estupros contra mulheres, entre janeiro de 2015 e janeiro de 2017.

Ainda conforme a denúncia, os crimes foram praticados pelo acusado, com a ciência que ele era soropositivo. Ele chegou a declarar que tinha ciência que, se posto em liberdade e sob efeito de drogas, poderia voltar a praticar os crimes. Rafael foi reconhecido pela vítima e desde então está preso.

O que disse à polícia

Quando preso, Rafael contou em interrogatório que tinha um filho de 2 anos com a ex-mulher, com quem conviveu por 5 anos e se separou em dezembro de 2016. Ele revelou que era usuário de drogas e que, sob efeito do entorpecente, tinha alucinações. Portador do vírus HIV, ele nunca fez tratamento e disse que nem a ex, nem o filho foram contaminados.

Ainda no relato, ele contou que aos 6 anos de idade foi violentado por um familiar, aproximadamente 10 anos mais velho do que ele. Os crimes teriam acontecido várias vezes quando estava sozinho em casa com o familiar. Ele não fez acompanhamento psicológico, nem mesmo denunciou o caso, tendo contado apenas para a ex-mulher anos depois.

Sobre os crimes, Rafael disse que praticava sob efeito das drogas e que sabia o que estava fazendo, mas que “não tinha controle”. As vítimas eram mulheres que ele observada enquanto prestava serviço em alguma casa vizinha das residências delas, de forma que ele prestava atenção na rotina das vítimas e se elas ficavam sozinhas.

O acusado dava aula para crianças, pois era músico. Questionado sobre este fato, alegou “não faço isso com criança, eu só faço com mulheres, porque não aceito que faça isso com crianças”. Ele ainda disse que quando usava drogas acontecia uma “coisa maligna”, “sobrenatural, eu fico possuído e faço essas coisas do capeta”, afirmou.

A primeira vítima, segundo o acusado, foi no Bairro Caiobá II, em 2011, quando ele roubou o celular da mulher e a arrastou até um campo de futebol. Desde então, não parou mais de estuprar mulheres e agia de 6 em 6 meses aproximadamente. Com o passar do tempo, o intervalo entre os crimes diminuiu.

No registro, Rafael relatou que lembrava de ter estuprado de 10 a 11 mulheres, mas não conseguia descrever minuciosamente as vítimas. “Se estiver em liberdade, sob efeito de droga, acredita que é capaz de cometer novos crimes”, aponta o interrogatório. Os bairros onde os estupros aconteceram foram Los Angeles, Caiobá, Aero Rancho, Tarumã e Centro Oeste.

Em 23 de janeiro de 2017, mais uma mulher foi vítima de Rafael, última vítima antes da prisão. Esta ele conhecia desde a infância, pois estudaram juntos. Por volta das 5 horas, a vítima estava no ponto de ônibus quando foi abordada pelo acusado, teve o celular roubado, foi estuprada e ainda ameaçada de morte. Ela reconheceu o rapaz no momento do crime.

“Chorando, afirma estar muito arrependido e até com vergonha dos delitos cometidos, explicando que todos sabem que se tratam de 12 mulheres”, diz trecho do interrogatório. Rafael dizia que os crimes não eram cometidos por causa das vítimas, mas por causa da droga, sempre dizendo que sentia uma necessidade em cometer os crimes.

Vítimas de estupro

Ainda no interrogatório, a polícia registra 11 casos de estupro cometidos por Rafael. O 11º foi praticado em 11 de janeiro de 2017, quando ele invadiu a casa da vítima por volta das 3 horas, pela janela. Ele tampou o rosto da vítima com uma camiseta e a estuprou. Rafael se lembra de que havia um bebê na residência, em um berço. Após o crime, ele voltou na casa da vítima para roubar o celular.

Em 15 de dezembro de 2016, a 10ª vítima. Ele contou que não se recordava totalmente, que estava drogado e embriagado. Ele viu a mulher passar na rua, sozinha e a viu entrar em casa. Ele a seguiu, invadiu o local e estuprou a mulher. O 9º caso tinha ocorrido menos de um mês antes, 17 de novembro de 2016.

Por volta das 10 horas da manhã, Rafael invadiu a casa da vítima, sabendo que o marido dela não estava no local, pois o conhecia e sabia a rotina da família. Ele foi até a residência fingindo que procurava pelo marido da vítima e a estuprou, ameaçando matar a mulher caso ela contasse para alguém.

O caso 8 ocorreu no dia 18 de outubro de 2016, por volta das 15h30, quando Rafael teria estuprado outra vítima. Ele, no entanto, disse que não foi o autor do crime. O 7º caso relatado ocorreu em 25 de agosto de 2016, por volta da meia-noite. Sobre este, Rafael disse que não se recorda, ao mesmo tempo em que teria cometido três ou quatro estupros neste bairro, no Los Angeles.

Depois, revela que tinha cometido o estupro e que negou para tentar ‘se livrar’. Rafael contou que invadiu uma residência também sabendo que a vítima estava sozinha. Com um caco de vidro, a ameaçou e estuprou a mulher. O 6º caso apontado pela polícia foi cometido em 17 de outubro de 2015.

Por volta das 5 horas, Rafael invadiu uma residência e, quando tentava estuprar a vítima, a mãe dela apareceu. Ele fugiu correndo do local. Em 14 de setembro de 2015 a 4ª vítima foi estuprada por Rafael no Jardim Colibri. Ele agrediu a vítima, a derrubou no chão, imobilizou, mas a vítima conseguiu reagir. O acusado tomou a bolsa da mulher e fugiu.

Sobre o 3º caso, em 26 e agosto de 2015, o acusado contou que aconteceu por volta das 5 horas. A vítima foi abordada no ponto de ônibus, ameaçada de morte com uma faca e levada até um terreno baldio, onde foi violentada. O celular da mulher foi roubado pelo acusado, que sempre trocava os pertences por drogas.

Em maio de 2015 há registro do que seria o segundo estupro cometido por Rafael, no Jardim das Nações, caso esse que ele nega. Já o primeiro caso data de 14 de janeiro de 2015. Neste dia, por volta das 8 horas, Rafael tinha usado drogas e andava em uma bicicleta cargueira. A caminho do Tarumã para comprar mais drogas, ele viu a vítima sentada na calçada perto do ponto de ônibus.

O acusado abordou a vítima e a estuprou. Mais de uma vez, no interrogatório, Rafael disse que se sentia arrependido dos crimes e que queria se retratar, sabendo que a culpa não era apenas das drogas, mas que, se não fosse usuário, não teria cometido os estupros.

Investigação

Na época da prisão, foi feita coletiva pela Deam e esclarecido que, desde janeiro de 2015, ocorrências de estupro na região do Jardim Los Angeles, em Campo Grande passaram a ser registradas na delegacia da mulher. Em junho de 2016, uma investigadora passou a fazer um levantamento dos boletins registrados, na tentativa de encontrar ligações entre os casos.

Analisando os casos, a investigadora concluiu que a maneira de agir, a faixa etária das vítimas e as características do autor que eram descritas pelas vítimas eram as mesmas. Por causa disso, uma investigação mais detalhada começou a ser feita. A polícia acabou chegando ao nome de Rafael.

Em 23 de janeiro de 2017, a vítima procurou a Deam após ser estuprada por Rafael e o reconheceu. Ele teve a prisão preventiva decretada e foi detido no dia 25.

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quarta-feira, 9 de março de 2022

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