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quinta-feira, 2 de setembro de 2021
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

Jardineiro denuncia suposto abuso da Polícia Militar ao ser preso

 


O jardineiro Anderson Luiz Arconcio denunciou um suposto abuso da Polícia Militar após ser preso enquanto trabalhava, em Campo Grande. Dono da empresa que presta serviço de limpeza urbana, ele e outros trabalhadores se envolveram em uma discussão enquanto roçavam uma praça, em um bairro da capital de Mato Grosso do Sul, na última sexta-feira, dia 27 de agosto.

"Um rapaz ficou nervoso, disse que tinham jogado uma pedra em uma senhora durante o trabalho. Tinham mais dois rapazes trabalhando lá perto dele, esse homem intimidou os meninos com uma arma, só mostrando que estava com ele, sem apontar. Tentei explicar para ele a situação e que não poderia fazer aquilo por ter mais gente ali por perto do trabalho", afirma Anderson.

Jardineiro denuncia suposto abuso da PM ao ser preso enquanto trabalhava em MS
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Jardineiro denuncia suposto abuso da PM ao ser preso enquanto trabalhava em MS


Ao voltar no dia seguinte para encerrar o trabalho na praça, Anderson conta que ele e os funcionários foram limpar uma área onde fica um posto da Polícia Militar. Durante o serviço, a equipe de trabalho colocou telas para evitar que galhos e pedras, atinjam pessoas ou carros na rua.

Por esse motivo, Anderson diz que foi até o posto da PM (Polícia Militar) para pedir que os veículos fossem retirados das proximidades da praça. Segundo o empresário, nesse momento ele se deparou com o homem da confusão do dia anterior. Se tratava de um policial militar à paisana. O empresário disse que chegou a falar para os outros policiais sobre a confusão na praça, o que teria irritado o Subtenente.

"Não teve conversa. Ele achou que eu havia feito uma denúncia de falso crime, me deu voz de prisão, me colocou no camburão e fiquei detido na Delegacia de Polícia Civil durante quatro horas e meia, com a cara na parede, como se fosse um bandido", lamenta Anderson.

O vídeo gravado pelo filho do empresário mostra o pai pouco antes de ser colocado na viatura da PM. Os policiais pedem para que não fossem gravados, mas as imagens continuam. Anderson é colocado na viatura e o porta malas é fechado.

Na Delegacia, Anderson foi ouvido e pouco depois liberado. Um boletim de ocorrência foi aberto contra ele por calúnia. Ainda na Polícia Civil, o empresário do ramo de jardinagem também abriu um BO (Boletim de Ocorrência) contra o policial militar, por ameaça.

O que diz a PM

Segundo a Polícia Militar, o policial envolvido na suposta ameaça estava de folga com a família e a discussão havia começado pois a equipe que estava fazendo a limpeza não teria colocado rede de proteção para evitar que galhos e pedras voassem. A PM ainda disse que foi dada voz de prisão por calúnia, porque Anderson teria sido desmentido pelo chefe sobre ser ameaçado com uma arma.

"O homem foi orientado a procurar a imprensa ou a corregedoria da PM para fazer a denúncia caso fosse verdade. Mas uma outra pessoa, que seria chefe dele, compareceu ao local dizendo que não houve a situação e nenhuma ameaça com arma. Nisso, o subtenente deu voz de prisão a ele por ter caluniado", afirmou o Coronel Célio Ramos Barbosa, da 10ª CIA Independente da Polícia Militar.

G1

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

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