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segunda-feira, 23 de novembro de 2020
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

Em MS, PF prendeu sete integrantes de quadrilha que perdeu R$ 1 bilhão

 


A Polícia Federal prendeu em Mato Grosso do Sul sete integrantes de “uma das maiores” quadrilhas especializadas no tráfico internacional de cocaína do Brasil. Cinco alvos estavam em Campo Grande, um em Dourados e outro em Rio Verde de Mato Grosso. Todos foram presos preventivamente (por tempo indeterminado). 

Também foram cumpridos em Mato Grosso do Sul, sete mandados de busca e apreensão, sendo seis na Capital e um em Rio Verde.

A Operação Enterprise saiu às ruas de 10 estados brasileiros e de fora do País para prender 66 pessoas – 8 no exterior –, cumprir 149 mandados de busca e sequestrar R$ 400 milhões em bens. Mas, na metade da manhã de hoje (23), já havia batido recorde histórico em patrimônio e dinheiro “tomados” de traficantes. Segundo Elvis Secco, coordenador nacional da CGPRE (Coordenadoria de Repressão a Drogas, Armas e Facções Criminosas da Polícia Federal), até por volta das 10h (no horário de Brasília) era por volta de R$ 1 bilhão em apreensões.

Em um dos endereços vasculhados em Lisboa, Portugal, policiais federais encontraram 11 bilhões de euros dentro de malas guardadas em uma van, em imóvel que pertence a um dos alvos no exterior. 

Na Espanha, casa que estava à venda por R$ 2 milhões de euros – o equivalente hoje a R$ 12,8 milhões – foi sequestrada. A residência foi identificada como parte do patrimônio dos traficantes.

Dentre os bens sequestrados, além de veículos e imóveis de luxo, há 37 aeronaves, uma delas avaliada em R$ 20 milhões. Todas foram apreendidas fora do Brasil, apurou o Campo Grande News.

Esquema – A organização criminosa na mira está sediada no Brasil, mas com ramificações em vários países, e atua no envio de cocaína, pelo mar, principalmente partindo do Porto de Paranaguá, do Paraná, para a Europa e África.

Em Mato Grosso do Sul, conforme divulgou a PF em coletiva de imprensa, atuavam um dos subgrupos do esquema com “capacidade logística e financeira impressionante”, destacou o chefe do Grupos Especiais de Investigações Sensíveis (Gise), delegado Sérgio Luís Stinglin de Oliveira.

Foi Oliveira quem explicou que os narcotraficantes eram organizados em sete grupos, sendo dois da logística e transporte da droga pelo Porto de Paranaguá, a principal via de escoamento da cocaína; um grupo de logística sediado em São Paulo; um grupo de logística, principalmente aérea, em São José do Rio Preto (SP); dois grupos do Rio Grande do Norte, sendo um responsável pelo envio de cocaína via embarcações até Europa e outra com remessa da droga em meio à exportações de fruta.

O último grupo é subdividido em dois, com sedes em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, responsáveis pelo envio de droga para Paranaguá e São Paulo. “Eles são menores, mas, considerem menores dentro desse cenário de 50 toneladas”, disse.

No estado vizinho, por exemplo, a operação apreendeu uma tonelada de cocaína e metralhadora ponto 50 - arma de uso exclusivo das forças armadas. Em junho de 2016, em Ponta Porã (MS), o narcotraficante Jorge Rafaat foi assassinado em emboscada por tiros de arma deste calibre.

Até às 10h, de acordo com a PF, todos 149 mandados de busca e apreensão haviam sido cumpridos e 29 dos 66 mandados de prisão. Ainda não se sabia quantos dos oito de detenção da chamada “difusão vermelha”, a serem cumpridos pela Interpol, foram executados.

Também não há detalhes ainda sobre o que foi apreendido em Mato Grosso do Sul e a soma dos bens sequestrados.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

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