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quinta-feira, 2 de abril de 2020
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

Rio Verde-MS: Por que ninguém deve sair de casa sem usar máscara, nem que seja a caseira.


Uma coisa é faltar máscara para profissionais de saúde e para doentes — essa é uma duríssima realidade em muitos países, inclusive o Brasil. E, entendo, a falta de um recurso essencial na arena de luta contra o coronavírus até justificaria, por si só, todo um movimento para desincentivar as pessoas a estocarem o acessório como quem esvazia latarias nas gôndolas dos supermercados por puro desespero ou, vá lá, egoísmo.
Outra coisa muito diferente, porém, é pensar que máscaras não têm serventia para quem não apresenta sintomas de covid-19. Aviso: se qualquer criatura buscar um único trabalho com aval da ciência afirmando o disparate não o encontrará. Ele não existe.
Para uma corrente cada vez maior de pesquisadores, parece que não dá mesmo para sair por aí de boca e nariz descobertos. Esse pode ser um terrível equívoco, como afirmam  artigos assinados por pesquisadores sérios, um deles publicado há três dias na revista americana Science, em que médicos chineses na linha de frente do combate à covid-19 apontam em coro que a população em geral deixar de usar máscaras seria um dos maiores equívocos pelo mundo afora — por outro lado, dizem mais especialistas, usá-la amplamente talvez seja um dos grandes acertos do povo sul-coreano para segurar a transmissão da infecção em seu país.
"Sem dúvida, o uso corrente de máscaras foi um fator determinante de sucesso para o controle da transmissão em países asiáticos", observa o oncologista Sandro Martins, pesquisador da Fiocruz, em Brasília, e ex-coordenador de Atenção Especializada no Ministério da Saúde, função que exerceu por mais de três anos, até janeiro de 2020.
Nos países asiáticos, por questões culturais, se uma pessoa dá um único espirro ou tosse, imediatamente passa a vestir máscara até para andar com o cachorro. Em tempos de coronavírus, claro que o costume se expandiu para todos os cidadãos que, por um motivo ou outro, precisaram circular por ruas e outros espaços. 
Vivemos uma pandemia na qual 78% das pessoas que passam a infecção adiante se sentem bem, obrigada, mas espalhando o coronavírus quando abrem a boca até para dizer exatamente isso: "estou bem, obrigada". E assim nasce o perigo, além de boas discussões de ciência.

Individual x coletivo

"Há uma tendência a valorizar o uso da máscara cirúrgica para todos na rua", admite o infectologista Ricardo Tapajós, de São Paulo. Mas ele também adverte com veemência: "Esse uso protegeria a sociedade, não o próprio usuário da máscara. E, nesse sentido, até atrapalha, porque ele fica com uma falsa impressão de segurança. Pode servir apenas para diminuir a propagação por pessoas assintomáticas".  
Não é pouca coisa. Só pela nossa fala, o agente causador da confusão pode flutuar no ar em partículas ainda menores do que aquelas que ejetamos quando espirramos ou tossimos — que, no início dessa pandemia, eram o foco principal das preocupações dos médicos. "Ocorre que estas partículas maiores, as quais de fato são repletas de vírus, voam por menos tempo se comparadas às menores, que flutuam por até três horas e vão se espalhando e espalhando pelo ambiente, feito uma nuvem", descreve o patologista Paulo Saldiva, professor da Universidade de São Paulo (USP). São detalhes, às vezes um tanto sinistros, que a ciência passa a conhecer mais profundamente agora, no que diz respeito à transmissão do novo coronavírus.
As gotículas maiores que soltamos pela boca e pelo nariz têm de 1 a 1,5 micron — micron equivale a 1 milionésimo de metro. Quando tossimos, nós as ejetamos a uma velocidade incrível de 10 metros por segundo. Não dá tempo para qualquer um sair da frente. Mas a maioria despenca no chão — ou em cima do móvel, na parede, na roupa e na pele de quem estiver por perto — quando alcança 2 metros de distância. Isto é, sem você fazer aquele gesto básico de proteger a boca com a parte interna do cotovelo para impedir esse jato ou parte dele.
No espirro, as gotículas grandalhonas  — o que, sei, soa a contradição em termos — ganham uma velocidade ainda mais impressionante de 50 metros por segundo. Mas nunca chegam nem perto disso. A maioria cai — de novo, no chão ou no que estiver por perto. Faz uma curva apontando para o solo a 1,5 metro de distância. Tosses e espirros, portanto, reforçam a recomendação de, se realmente precisar sair de casa e se por acaso cruzar com alguém, manter uma boa distância física. Seria 1 metro, no mínimo. Ou 2 metros, melhor.
Agora, o problema é o seguinte: existem também os malditos aerossóis menores do que 1 micron. Eles se espalham por 6, 8 metros até, na tosse ou no espirro — sem a barreira de uma máscara, haja então o raio do distanciamento social! Saem também pela boca quando conversamos,  só que em quantidade menor, claro. Menor ainda se falamos baixo e… bem maior, se por acaso gritamos. Popular, cuspir raiva.
O pior, como já foi explicado, é que não aterrissam depressa. Passeiam pelo ar. Em uma avenida, ao menos, um vento pode espalhar esses balões microscópicos com seus passageiros desagradáveis, dispersando-os e aliviando o risco. No entanto, no supermercado e em outros locais fechados, a história é outra… Por ali ficam. Por umas três horas.
quinta-feira, 2 de abril de 2020

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