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quarta-feira, 25 de setembro de 2019
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

Motorista percorre trecho do Taquari que já virou "deserto" em MS


Já são pelo menos 100 quilômetros de deserto onde antes existia rio. A estimativa é do Instituto Homem Pantaneiro, sobre a triste realidade de um dos mais importantes rios que cruzam o Estado, o Taquari. 
Na região do Porto Rolon, em Porto Murtinho, o cenário impressiona e não de forma positiva. Ao invés de água, muita areia. A travessia pode facilmente ser feita a pé ou até mesmo de carro. Imagens que circulam na internet mostram, inclusive, a indignação de quem se depara com a situação.
Imagens gravadas no último domingo (22), na região do Porto Rolon, mostram um longo caminho seco, por onde é possível percorrer distâncias de carro. "Caminhonete andando no leito do Rio Taquari. Agora a gente anda de carro pelo leito. Assim está o leito hoje, 22 de setembro de 2019", narra a pessoa que grava o vídeo. "Gado morrendo de sede, em busca de água, realmente o rio taquari acabou", continua.
A situação apresentada no vídeo foi confirmada pelo Instituto Homem Pantaneiro. Segundo Rabelo, por conta da seca, o rio acaba buscando um novo caminho e alagando pastos e fazendas. “Hoje ele vai sentindo Rio Paraguai Mirim e, se você fizer uma medição, da aproximadamente 1.3 milhão de hectares debaixo d’água”, ressaltou.
De acordo com o Instituto Pantaneiro, o Rio taquari hoje possui aproximadamente 100 km de seca (Foto: Direto das Ruas)De acordo com o Instituto Pantaneiro, o Rio taquari hoje possui aproximadamente 100 km de seca (Foto: Direto das Ruas)
As pequenas comunidades que viviam na região, aos poucos estão se desfazendo, diz o presidente do Instituto Homem Pantaneiro, Angelo Rabelo. Segundo ele, o prejuízo vai além do material e vem se alastrando há pelo menos 30 anos.
“É um quadro triste para o meio-ambiente de Mato Grosso do Sul e, principalmente, do Pantanal”, lamenta Rabelo. Para ele, a situação é resultado da falta de colocar em prática estudos realizados."Muita informação foi gerada, mas não foram transformadas em atitudes. As poucas que aconteceram não foram efetivadas”, argumenta.
Ainda conforme o presidente do Instituto, a situação vem provocando isolamentos tanto nos trechos com muita areia, como nas partes alagadas.
quarta-feira, 25 de setembro de 2019


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