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quarta-feira, 21 de março de 2018
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

Morro do Padre é belíssimo segredo revelado para poucos em Rio Verde


A 240 quilômetros de Campo Grande, o Morro do Padre tem uma beleza explorada por poucos. Localizado em Rio Verde, dentro de uma propriedade particular com aproximadamente 56 hectares, o lugar tem vigilância rigorosa de um padre diocesano que há anos é responsável pelo ponto nas alturas. Agora, um documentário pretende mostrar em detalhes o que há por trás do mistério desse lugar.Os registros foram feitos há algumas semanas, pelo piloto de paramotor James Luck, de 31 anos, que viaja Mato Grosso do Sul de Fusca amarelo gravando documentários sobre o Estado. O sonho de viver na rua e viajar o mundo foi a inspiração para essa jornada.
Mas não é qualquer beleza que convence James a passar dias numa gravação. Além de história, o conteúdo precisa ser curioso. "Se você me falar que há um lugar lindo de fácil acesso e a poucos minutos daqui, provavelmente, não vou me interessar. Mas se me disser que há um lugar que poucos conhecem e que ninguém tem coragem de ir, é isso que eu vou mostrar", explica.
Esse é o Morro do Padre, em Rio Verde (MS). (Foto: James Luck)Esse é o Morro do Padre, em Rio Verde (MS). (Foto: James Luck)
Padre é o único que tem a chave do morro. (Imagem documentário Morro do Padre)Padre é o único que tem a "chave" do morro. (Imagem documentário Morro do Padre)
James busca documentar um "lado" do Estado que quase ninguém viu, por isso o Morro do Padre está no ranking do desafios superados. O local fica aproximadamente 40 quilômetros depois de Rio Verde e seu atual guardião é o Frei Davi. Para subir até lá é preciso, ao menos, consentimento de seu "dono".
O Frei vive em uma casa simples, praticamente no pé do morro, é o único que tem a chave do portão que fica no topo, entre duas pedras, depois de uma escadaria com mais de 320 degraus. "Não é qualquer um que sobe, muita gente já pediu para gravar lá em cima, mas ele não deixa. Eu fui numa sexta-feira, conversei com ele, contei minha história e no domingo ele me chamou para subir".
Segundo James, a história dá conta de que há 100 anos um padre italiano foi transferido para a diocese de Rio Verde, o mesmo era quem sonhava diariamente com um morro. Um dia, o dono de uma fazenda pediu pra ele ir fazer um casamento na região e durante a cerimônia ele avistou o morro. Ao contar para o fazendeiro que havia sonhado com o lugar a vida inteira, o dono logo quis desanimar o padre. "Disse pra ele que não tinha como subir o morro, que a mata era fechada. Mas afirmou que se o padre conseguisse subir, o morro era dele", conta James.
O padre então passou três dias e três noites analisando o melhor jeito de subir. Quando foi até a cidade, buscou trilhos de trem e começou seu trabalho. "Ele escavava a parede, colocava um trilho e escavava de novo. Fez um corrimão para subir até o topo e sob os degraus colocou uma malha de ferro para proteger".
Escadaria vista do alto. Foto: James Luck)Escadaria vista do alto. Foto: James Luck)
A estrutura está lá até hoje. No fim da escadaria há um portão de ferro, com cadeado gigante e que, atualmente, só Frei Davi tem a chave. Lá em cima há um dormitório, uma capela e um sistema com 12 caixas d'água. Há quem diga que os religiosos passavam dias lá em cima.
"Essa é história que contam e quase 75% dos moradores de Rio Verde não conhecem o morro. Por isso fui atrás do padre, conversamos por horas até subirmos no morro".
Além da história, a beleza está na subida. "No meio do caminho há mensagens no morro, esculturas, uma verdadeira arte que parece coisa de outro mundo. O lugar é ingrime, cada passo que você dá, é surreal acreditar que aquilo tudo foi feito. Parece história que você conta e ninguém acredita", diz.
A capela fica 350 metros acima do nível do mar e o religioso chega a ficar 40 dias sozinho lá em cima. "O morro carrega uma história de muita fé e coragem. Não é como construir uma capela na cidade. Ali tem uma energia diferente, quem sobe, nunca mais desce o mesmo".
Depois das gravações James ainda arriscou sobrevoar o morro de paramotor e registrou belas imagens. O documentário completo será lançado em breve e ele já passou por outros quatro lugares desconhecidos em Mato Grosso do Sul. "É isso, não sou jornalista e nem publicitário, mas sou um cara que tenho curiosidade pelo mundo. Quero ir onde ninguém foi ou que pouca gente sabe da história".
A produção de vídeo é feito na raça, sem nenhum patrocínio. O que sustenta James são os trabalhos que realiza para empresas por onde passa. A grana ele investe na manutenção de paramotor e equipamentos.
Quem quiser entrar em contato ou acompanhar os documentários de James, basta seguir sua página no Facebook.
Click e veja o vídeo
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quarta-feira, 21 de março de 2018

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