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sábado, 25 de março de 2017
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

Taís Araújo fala sobre feminismo e luta contra racismo: ‘Eu me tornei negra”


Os olhos de Taís Araújo, no dia da sessão de fotos deste ensaio de capa, precisaram de algodão com água gelada para atenuar o inchaço causado pelas lágrimas da noite anterior. A atriz, de 38 anos, assistira à “Moonlight”, filme vencedor do Oscar 2017, e ficara emocionada com a história de um jovem negro gay que cresce numa comunidade pobre dos Estados Unidos em meio às drogas, crimes e conflitos com a sexualidade.À primeira vista, ela e Chiron, personagem principal do longa, compartilham apenas o fato de serem negros. A carioca foi criada na Barra da Tijuca, e não num subúrbio miserável de Miami. Muito menos viveu com uma mãe solteira viciada em crack — seu pai é economista, a mãe, pedagoga, ambos muito presentes em sua criação. Terem a mesma cor de pele, no entanto, é o suficiente para Taís enxergar na ficção o âmago das questões que tanto debate e das quais tem colocado sua arte a favor: o papel do negro e da mulher na sociedade.
— Independentemente da origem, existe um sofrimento que é nosso. Meu, que fui criada na Barra, e da menina da favela da Maré. Ela tem uma vida muito mais difícil, claro. Há um abismo entre nós, mas nos encontramos na dor — diz Taís, que posou para Nana Moraes em meio a imagens históricas da luta feminista.

‘EU ME TORNEI NEGRA’

Taís e o marido, o ator Lázaro Ramos, são considerados um dos mais bem-sucedidos e engajados casais do show business brasileiro. A agenda reflete isso: os dois rodam o país com a peça “O topo da montanha” e estrelam a elogiada série “Mister Brau”, da TV Globo. Ela ainda compõe o elenco do programa “Saia justa”, do GNT, filma um longa sobre Pixinguinha e é embaixadora brasileira de uma das maiores marcas de beleza no mundo, a francesa L’Oréal.
Com pouco mais de 20 anos de carreira (começou aos 16, em “Tocaia Grande”, na TV Manchete), Taís hoje pode escolher trabalhos e, pela lista de produções atuais, percebe-se que as discussões sociais são um incentivo a mais para fazê-la sair de casa. Quem assistiu a “O topo da montanha” (ela promete voltar ao Rio com o espetáculo até o fim do ano), por exemplo, vê o casal encenando o último dia da vida de Martin Luther King, um dos maiores nomes da campanha pelos direitos civis nos EUA, assassinado em 1968, no auge da luta. Na comédia “Mister Brau”, abordam a ascensão social de um casal de negros:
— Representamos uma parcela do Brasil que é muito subjugada o tempo inteiro. É importante para nós, como população negra, estarmos num lugar de prestígio — afirma a atriz, para quem toda essa consciência veio a partir do “reencontro com sua ancestralidade”.
— Eu me tornei negra. A gente nasce neste país para tentar ser outra coisa, o que somos não é aceito. Não vê as meninas alisando o cabelo? — diz Taís, que por muito tempo fez relaxamento nos fios, sim, mas hoje guarda um e-book no celular com a obra “Torna-se negro”, da psicanalista baiana Neusa Santos Souza. — Passei a olhar minha história com senso crítico e sei que tudo me foi contado de maneira distorcida.

REDES SOCIAIS COMO PLATAFORMA

Apesar dos vários trabalhos em que tenta passar mensagens de caráter político, as redes sociais são mesmo o grande espaço para as causas que Taís Araújo defende, sem os limites de roteiros ou contratos. Com 3,5 milhões de seguidores no Instagram e a descrição “a pessoa sai do Méier, mas o Méier não sai da pessoa” (a atriz nasceu na Zona Norte, mas foi criada na Zona Oeste), ela gosta de fazer jus ao nome escolhido para a conta: @taisdeverdade.
sábado, 25 de março de 2017

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