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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

“Sou um filho querendo proteger a mãe que era espancada”, diz capataz que atirou contra agressor


A situação do capataz Ricardo Santiago Oliveira Garcia, de 35 anos, traz a tona um drama vivido por muitas famílias, mas, que nem sempre se torna público: a violência doméstica. Nesta terça-feira (31) ele foi preso na fazenda em que trabalha, na região do Jauru em Coxim, por ter atirado contra o agressor de sua mãe, Willian Douglas Vieira da Silva, de 26 anos.
Sem passagens pela polícia, Garcia disparou quatro vezes contra Silva, durante a madrugada no bairro Senhor Divino. Apesar de ter acertado três tiros, nenhum ofereceu risco de morte à vítima, que foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para o Pronto Socorro do Hospital Regional.
O autor dos disparos disse na delegacia que ele é apenas um filho querendo proteger a mãe que era espancada, uma mulher de 55 anos, que era vítima das agressões de Silva. Conforme o capataz, sua mãe namorou com o jovem por um ano, mas foi um relacionamento conflituoso, marcado por muitas agressões, onde ela sempre levava a pior.
A mulher chegou a registrar boletins na DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), mas Silva não cansava de agredí-la, mesmo depois do fim do relacionamento. Garcia relatou que a mãe trancava a casa, mas o agressor pulava muro, arrombava portas e janelas para entrar, principalmente quando estava sobre efeito de álcool ou drogas.
“Conversei com ele várias vezes, pedi para não agredir mais minha mãe, mas não tinha jeito. Quando eu menos esperava meu telefone tocava na fazenda e era minha mãe chorando, machucada, depois de apanhar mais uma vez. Toda essa situação me levou a tomar essa atitude extrema, pois penso que minha mãe só vai ter paz com a morte desse rapaz, infelizmente”, ponderou o capataz.
Apesar de toda situação em que se meteu - uma prisão em flagrante e um processo por tentativa de homicídio - Garcia diz que não se arrepende de ter atirado contra Silva. Nesta quarta-feira (1º) ele terá audiência de custódia, como não tem passagens, trabalha e tem endereço fixo, deve deixar a cadeia para responder pelo crime em liberdade. Até lá ele ficará preso no Estabelecimento Penal Masculino de Coxim.
A investigação
A Polícia Civil começou a investigar o caso logo após o ocorrido. Informações repassadas a equipe comandada pela delegada Silvia Elaine Girardi Menck davam conta de que o autor dos disparos era o enteado de Willian Douglas Vieira da Silva, que estava num Fiat Uno de cor prata.
Logo que amanheceu os investigadores partiram para a zona rural, mas, devidos as condições das estradas, com muita chuva e, consequentemente, barro, só conseguiram chegar a fazenda no início da tarde. De acordo com os investigadores, assim que foi localizado o capataz confessou o crime e indicou onde a arma estava.
O revólver de calibre 38 estava escondido numa estrada, próxima a fazenda, com nove munições intactas. As quatro cápsulas vazias, dos tiros disparados, foram jogadas na estrada por Garcia.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

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