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quinta-feira, 23 de junho de 2022
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

Voto feminino deve ser determinante nas eleições deste ano no Estado

 


Mulheres são maioria no eleitorado sul-mato-grossense e podem decidir as eleições de outubro. Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), são 1.010.882 eleitoras (52,7%) e 905.661 (47,2%) eleitores, diferença de 105,2 mil entre sexo feminino e masculino, número tão significativo que, para se ter ideia, supera o total de eleitores de cidades como Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá, por exemplo.

Segundo o diretor do Instituto de Pesquisa Resultado, Aruaque Fressato Barbosa, a diferença não fica somente nos números.

Com base em sua experiência no campo da pesquisa, ele diz que mulheres estão mais a par dos problemas nos serviços públicos, principalmente as das classes mais baixas.

“Elas que levam os filhos para a creche ou para o posto de saúde. Elas que sofrem violência e buscam a delegacia, então, principalmente quando [a pesquisa] é qualitativa, percebe-se que as mulheres sabem mais, têm mais vivência. Muitas são chefes de família que têm que se virar e dependem muito do serviço público. Então, o que vai decidir a eleição é isso”, explicou.

Mas, por mais contraditório que seja, nos ambientes políticos quase não há presença feminina. Em Campo Grande, são 343.157 eleitoras e 290.023 eleitores.

Mesmo assim, a Câmara Municipal é composta por 28 vereadores e apenas uma vereadora, Camila Jara (PT), eleita com 3.470 votos em 2020.

Já na Assembleia Legislativa de MS, das 24 vagas, absolutamente nenhuma foi ocupada por mulher no início do mandato. Hoje há apenas Mara Caseiro (PSDB), que até novembro de 2020 era suplente e tomou posse no lugar de Onevan de Matos (PSDB), deputado morto em decorrência de uma pneumonia.

Em Brasília, das oito cadeiras que compõem a bancada na Câmara dos Deputados, duas estão com mulheres, sendo elas Rose Modesto (União Brasil) e Tereza Cristina (PP), ex-ministra da Agricultura na gestão de Jair Bolsonaro (PL).

Somente no Senado o placar é diferente. Entre os três representantes de Mato Grosso do Sul, temos Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil).

No Executivo, também foram eleitos dois homens: Marquinhos Trad (PSD), para prefeito de Campo Grande, e Reinaldo Azambuja (PSDB), como governador do Estado. Entretanto, a Capital agora é conduzida pela prefeita Adriane Lopes (Patriota).

Ela assumiu a cadeira em abril, quando Marquinhos renunciou ao mandato para disputar a sucessão de Azambuja em outubro. Antes de Adriane houve apenas uma mulher no comando da cidade. A vereadora Nelly Bacha assumiu em 1983, após a saída do então prefeito Heráclito de Figueiredo.

À época, ela era presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal e foi conduzida à prefeitura pelo governador Wilson Barbosa Martins, onde permaneceu por três meses até a nomeação de Lúdio Coelho como novo chefe do Executivo.

OUTRO LADO

Dada a discrepância numérica, para o sociólogo e historiador Paulo Cabral, o cenário em Mato Grosso do Sul é positivo, já que as mulheres que atuam na política têm nome de peso.

Para exemplificar, ele cita a pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB) à Presidência da República e a pré-candidatura da deputada federal Rose Modesto (União Brasil) ao governo do Estado.

“Um quarto da bancada federal é composto por mulheres. Temos uma [pré-] candidata à Presidência e outra ao governo, além de também poder haver uma vice [referindo-se à deputada Tereza Cristina como vice-presidente na chapa de Bolsonaro], então, não posso dizer que as mulheres de Mato Grosso do Sul não têm expressividade, embora haja os termos numéricos”, analisou.

Cabral citou nomes que ajudaram a escrever a história do Estado. “Isso sem falar na Marisa Serrano, que foi senadora, Celina Jalad e Oliva Enciso, que foi eleita vereadora lá em 1953 e, depois, deputada. A Simone [Tebet], que foi prefeita de Três Lagoas, e a Délia Razuk, em Dourados. Embora a participação seja menor que a masculina, não resta a menor dúvida que as mulheres têm conquistado espaços importantes”, completou.

INTERIOR

Para as eleições de 2022, Rio Verde de MT-MS, tem 13.406 eleitores aptos. As mulheres são maioria do eleitorado de Rio Verde, representando 52,44%. 

Juntos, os eleitores de Rio Verde representam 0,70% do eleitorado total de Mato Grosso do Sul. 94,59% dos eleitores rio-verdenses são cadastrados com biometria.

Os dados são do Observatório de Dados, plataforma do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul). A última atualização do sistema foi realizada em 17 de maio.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

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