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quarta-feira, 13 de abril de 2022
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

PM à paisana reage a assalto, mata estudante e fere mulher que passavam no local e é preso; assaltante levou tiro nas nádegas

 


Uma estudante de 21 anos morreu e uma mulher de 22 foi ferida após um policial militar à paisana e de folga reagir a um assalto na noite desta segunda-feira (11) no Centro de São Paulo. A notícia é do G1.

Um suspeito do roubo ao agente da Polícia Militar (PM) também foi baleado, nas nádegas, e acabou preso pelo crime. Ele tem 19 anos. O policial militar, que tem 24 anos, foi indiciado pela Polícia Civil e preso por homicídio culposo, aquele no qual não há a intenção de matar, pela morte de Ingrid Reis Santos. Foi arbitrada uma fiança de R$ 10 mil para o agente responder ao crime em liberdade, mas até a última atualização desta reportagem não havia confirmação se ele pagou o valor. 

De acordo com a investigação, o PM atirou no suspeito, em Ingrid e na outra mulher ferida. 

Segundo informações da Polícia Militar (PM) e da Polícia Civil, as duas jovens passavam pela Rua Vitória, próximo à Avenida Rio Brando, quando foram baleadas. As autoridades investigam de onde partiram os disparos que atingiram as duas vítimas. Ingrid Reis Santos foi atingida no peito. Ela chegou a ser socorrida por uma ambulância até o Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia, onde não resistiu ao ferimento e morreu. A outra mulher baleada foi para o mesmo hospital com um ferimento na barriga. Ela teve alta durante a madrugada e ira dar seu depoimento sobre o que viu na manhã desta terça (12) na delegacia que investiga o caso.

O policial militar, que tem 24 anos, contou que estava em sua moto e atirou três vezes na direção do criminoso armado que o abordou no semáforo. Em seguida, ele disse que ele e o criminoso ainda entraram em luta corporal e o bandido fugiu, mas que conseguiu pegar a arma que ele usava e descobriu que ela era falsa. O caso foi registrado incialmente no 2º Distrito Policial (DP), Bom Retiro. O suspeito pelo roubo foi indiciado pelo crime. Ainda segundo o boletim de ocorrência, o policial militar agiu em legítima defesa ao atirar. 

Pelo fato de a morte de Ingrid ter ocorrido após a ação de um policial, o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) passou a investigar as causas e eventuais responsabilidades pela morte dela. Levado a essa delegacia, o policial militar se recusou a responder as perguntas do interrogatório. 

O pai da jovem é dono de um bar perto do local. A família reside na região central. Ela tinha ido pegar uma chave no estabelecimento e estava a caminho do curso que frequenta à noite quando foi atingida pelos tiros.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

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