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quinta-feira, 16 de setembro de 2021
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

Policiais entram em aldeia e matam indígena na frente de crianças e mulheres; vídeo

 


Lideranças indígenas acusam policiais de matarem o indígena Lourenço Karajá ao cumprir mandado de prisão contra ele nesta quinta-feira (16) na Aldeia Santa Isabel do Morro, a maior do povo Karajá, que fica na ilha do Bananal, na divisa de Mato Grosso com Tocantins. As informações são do Muvuca Popular.

Em vídeo, confira logo abaixo, enviado com exclusividade à nossa equipe, é possível ver policiais colocando o corpo, que seria de Lourenço Karajá, em um carro, enquanto se escuta o grito de várias pessoas ao redor. ATENÇÃO, O VÍDEO DEVE SER ASSISTIDO NO YOUTUBE.

Segundo relato das lideranças, policiais federais, sendo um grupo tático de Mato Grosso, estavam acompanhados de servidores da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), o que gerou revolta na comunidade.

Operação foi realizada pela PC 

Contudo, a ação faz parte da operação “Ordem Pública” deflagrada na região Norte Araguaia pela Polícia Civil (PC) e não pela Polícia Federal (PF) como afirmaram as lideranças em relato. Além disso, a  assessoria da Polícia Civil informa que ao chegarem à residência do alvo ele saiu do imóvel com uma arma de fogo, calibre 380, apontada para a cabeça de sua companheira e usando-a como refém.

“Diante da situação, os policiais tentaram negociar com ele para que soltasse a mulher e se entregasse, porém, ele não obedeceu aos comandos e foram necessários disparos para salvaguardar a vida da vítima. Tão logo foi atingido com os disparos, o alvo foi socorrido até o hospital de São Félix do Araguaia, mas não resistiu e foi a óbito”, informaram em nota. Confira o documento na íntegra logo abaixo.  

Indígenas questionam presença de servidores da FUNAI 

Entretanto, as lideranças questionam a presença de servidores da FUNAI e a ação em si, que acabou sendo acompanhada por crianças e mulheres da comunidade. “Lamentavelmente a FUNAI, pela primeira vez, acompanha a Polícia Federal para matar o indígena no meio da Aldeia, na frente das crianças, da família. Tanta coisa, tanta necessidade que o nosso povo passa na assistência, como tirar documentação, ir no INSS, ir em lugares no nosso município, que é tão distante, e muitos anos a gente vem dependendo da SESAI e a SESAI vem fazendo o papel da FUNAI, porque a FUNAI não faz absolutamente nada nesses últimos anos”, relatou uma liderança.

Confira a cobertura completa sobre o caso no Muvuca Popular.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

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