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sexta-feira, 20 de agosto de 2021
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

Antes de ser morta e enterrada em quintal mulher já teria ido à policia cinco vezes pedir ajuda contra o marido

 


A polícia paraguaia também atua nas investigações do feminicídio de Felipa Moreno Ojeda, de 33 anos, encontrada morta na quinta-feira (19) em Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande. Principal suspeito, o marido de 52 anos esteve na casa do irmão, em Pedro Juan Caballero, após a descoberta do crime.

Conforme informações da polícia, equipes cumpriram um mandado de busca e apreensão na tarde desta sexta-feira (20), na casa que pertence ao irmão do suspeito. Ele mora no Bairro Bernardino Caballero e contou que o irmão esteve na casa por volta do meio-dia de quinta-feira.

Os policiais apreenderam um Gol branco, que pertence ao suspeito e que ele teria utilizado para fugir. O irmão relato que o acusado saiu levando alguns pertences e não foi mais visto.

Histórico de violência e feminicídio

Conforme a delegada Mariane Cristine, titular da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Ponta Porã, o casal estava junto há aproximadamente dois anos e meio. O marido de Felipa já tinha outras passagens por violência doméstica, já desde 2012, bem como Felipa também tinha denúncias por violência doméstica anteriores, contra outra pessoa.

Em um relacionamento conturbado, conforme relatado por pessoas do convívio do casal, outros casos acabaram chegando ao conhecimento da polícia. Segundo a delegada Mariane, Felipa denunciou o marido duas vezes. Na segunda, em outubro de 2020, ele foi preso em flagrante por vias de fato, qualificada pela violência doméstica.

O casal terminou o relacionamento, mas acabou reatando. Sem notícias de Felipa desde o dia 16 de maio deste ano, a família acabou procurando a polícia no dia 20 de julho, quando foi registrado o boletim de ocorrência pelo desaparecimento. Foi nesta quinta-feira que o corpo foi encontrado, enterrado no quintal da casa que seria do então marido de Felipa.

Ele ainda não foi localizado pela polícia e, como o corpo estava em avançado estado de decomposição, foram solicitados exames de perícia para comprovar a identificação da vítima. Mesmo assim, a família já reconheceu que se trata de Felipa, por conta de tatuagens que ela tinha pelo corpo. O caso é inicialmente investigado como feminicídio e ocultação de cadáver.

Desaparecimento

Em depoimento, a irmã de Felipa contou ainda que seu irmão foi até a casa da vítima para saber sobre seu paradeiro. Na ocasião, ele teria conversado com o ex-marido de Felipa, que relatou, primeiramente, uma viagem dela para Naviraí. Após esse episódio, ainda sem notícias, o irmão retornou à residência do homem a procura da mulher.

O ex-marido de Felipa chegou a prestar depoimento na época, afirmando que ela teria chegado em casa e logo depois subido em uma camionete, que ele não conseguiu ver quem estava na direção indo embora em seguida. O homem está foragido desde o achado do corpo de Felipa e as polícias brasileiras e paraguaias procuram por ele.

Midiamaxnews

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

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