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domingo, 17 de janeiro de 2021
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

Ao redor da BR-163, no PA, 62% das florestas públicas sem uso definido são registradas como privadas.

 


SÃO PAULO Às margens da BR-163, no Pará, 62% das florestas públicas não destinadas estão registradas ilegalmente como áreas privadas. Trata-se, possivelmente, de processos de grilagem —ocupação ilegal de terras públicas—, aponta uma investigação da ONG Greenpeace Brasil.

A ONG direcionou o olhar para 1.543.941 hectares de florestas não destinadas ao redor da BR-163 entre os municípios de Altamira, Novo Progresso e Itaituba. A região observada forma uma espécie de corredor entre unidades de conservação e terras indígenas. O território dessas cidades ardeu em agosto de 2019, no que ficou conhecido como "dia do fogo".

As florestas não destinadas são áreas públicas, pertencentes à União ou a estados, mas sem destinação de uso, como áreas de proteção ou assentamentos. A fatia de desmate que ocorre nessas matas costuma ser expressiva —emtre 2018 e 2019, 35% da destruição na Amazônia ocorreu nessas áreas.

A investigação encontrou 2.968 registros de terras sobrepostos a áreas de florestas não destinadas, o que totaliza 965.367 hectares de sobreposição irregular e 62% dessas matas.

Para a análise, o Greenpeace usou dados do CAR (Cadastro Ambiental Rural), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), do cadastro de florestas públicas e fotografias aéreas.

O dado relacionado à área de influência da BR-163 é consideravelmente maior do que o visto por um estudo do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) sobre grilagem em toda a Amazônia. Publicado na revista Land Use Policy, o estudo observou que 23% de todas essas florestas foram declaradas como propriedades rurais, o que é proibido.

Soma-se à sobreposição encontrada pelo Greenpeace um acelerado processo de desmatamento e de queimadas; As duas ações andam juntas —após o corte de florestas, os desmatadores usam o fogo para limpar a área.

“Olhando o comportamento do desmatamento, nós conseguimos ver indícios de grilagem”, afirma Cristiane Mazzetti, porta-voz do Greenpeace Brasil.

Na grilagem, uma pessoa ocupa uma área pública, desmata e começa a usá-la, com a esperança de assim garantir a posse do terreno no futuro.

Mazzetti diz que a região é conhecida pelas pressões sobre a floresta local, pelo desmate e grilagem. Além disso, áreas amazônicas em torno de estradas costumam ter processos de desmate mais intensos. Segundo a porta-voz, a dinâmica ali encontrada provavelmente é replicada em outros dos quase 50 milhões de hectares de terras não destinadas.

Entre agosto de 2019 e julho de 2020, a área analisada pelo Greenpeace teve uma explosão de desmatamento, com 65.582 hectares derrubados, aumento de 205% em relação ao período anterior.

Olhando só para 2020 (até setembro), o desmatamento foi de 58.214 hectares, aumento de 77% em relação ao mesmo período de 2019.

FolhadeSP

domingo, 17 de janeiro de 2021

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