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terça-feira, 8 de maio de 2018
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

Giroto se entrega à Polícia Federal após decisão do STF na Lama Asfáltica.


Já está na sede da Polícia Federal de Campo Grande o ex-deputado federal e ex-secretário de Obras do Estado, Edson Giroto. Ele chegou à superintendência da PF às 15 horas desta terça-feira (8), um dia depois do STF (Supremo Tribunal Federal) encaminhar o pedido de prisão à Justiça Federal em Mato Grosso do Sul.
Além de Giroto, também estão na sede da PF Flávio Schrocchio, Wilson Roberto Mariano, Rachel Rosana Portela Giroto, Mariane Mariano, Ana Paula Amorim Dolzan, Elza Cristina Araújo dos Santos e João Amorim, outros implicados na Operação Lama Asfáltica e alvos da decisão do STF. Nenhum deles falou com repórteres ao chegar no prédio, com exceção de Giroto.
Ao chegar no local, acompanhado de advogados, Giroto falou rapidamente com a imprensa. “Não tenho nada a dizer, confio na Justiça. Trabalhei tanto na minha vida, não esperava que ia passar por isso, se eu for culpado, eu vou pagar, mas eu tenho certeza do que eu fiz. Infelizmente estamos vivendo um momento político do Estado muito difícil”.
Quando foi questionado sobre a sensação de ser novamente detido, Giroto afirmou que “é um sofrimento”.
A íntegra da decisão do STF encaminhada tanto ao TRF3 (Tribunal Regional da 3ª Região) quanto à 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande ainda está sob sigilo.Giroto, Amorim e os réus Rachel Rosana Portela Giroto, Elza Cristina Araújo dos Santos, Flávio Schrocchio, Ana Paula Amorim Dolzan, Wilson Mariano e Mariane Mariano foram presos no último dia 9 de março, mas conseguiram um habeas corpus no TRF3 em 19 de março, quando o Tribunal substituiu a prisão por outras medidas cautelares. Por serem mães, as mulheres ficam em prisão domiciliar, de acordo com o pedido.
No final de abril, a PGR (Procuradoria Geral da República) ingressou no Supremo com uma liminar para suspender a decisão do TRF3 que garantiu a liberdade dos acusados.
No pedido, Raquel Dodge afirma que a decisão colegiada da corte superior foi ‘desrespeitada em sua autoridade e, na prática, perdeu sua eficácia, por meio de acórdãos da Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, da lavra do Desembargador Federal Paulo Fontes’.
Raquel argumenta ainda que os dois habeas corpus concedidos que colocaram em liberdade os oito réus, ambos decisão do tribunal regional, ‘desafiam a autoridade’ do STF.
A procuradora cita, ainda, a atuação do Tribunal no caso. “Ocorre que os fundamentos utilizados no acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região não desconstituem, sequer em razão de fatos supervenientes, o entendimento que resulta do prévio acórdão do Supremo Tribunal Federal no Habeas Corpus 135.027/MS, de que a prisão dos pacientes é indispensável à garantia da ordem pública em razão da gravidade concreta da conduta dos pacientes, do grande fluxo financeiro oriundo da atividade ilícita, da logística da organização criminosa e da continuidade das articulações dos agentes mesmo depois de deflagrada a primeira fase da ‘Operação Lama Asfáltica’”.
De acordo com Dodge, a Suprema Corte foi categórica ao proclamar o risco severo à ordem pública provocado pelos investigados, ‘em decorrência da extrema gravidade concreta da conduta a eles atribuída, apta, por si só, a amparar a cautelaridade da prisão processual’ e argumenta que mesmo que a defesa argumente não haver evidência de que os réus tenham incorrido em reiteração criminosa após a soltura resultante da liminar dada pelo Min. Marco Aurélio, o fato ‘não afasta o gravame à ordem pública resultante da periculosidade detectada pela Suprema Corte, radicada na gravidade concreta dos eventos a eles atribuídos’.
“Em situações similares à presente, a Suprema Corte tem manifestado o entendimento de que as demais instâncias judiciais, ao analisarem pedidos de habeas corpus de pacientes que tiveram decisões proferidas pelo STF também em sede de HC, devem observar estas, sob pena de agirem em burla à sua autoridade”, conclui.
A Operação Lama Asfáltica apura prática de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos, peculato e direcionamento de licitações, com prejuízos que podem chegar a R$ 2 bilhões, segundo levantamento apontado pela força tarefa formada por Polícia Federal, CGU (Controladoria-Geral da União), Receita Federal e MP-MS (Ministério Público Estadual).
terça-feira, 8 de maio de 2018

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