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domingo, 12 de fevereiro de 2017
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

Médico classifica dores como 'piti' e jovem morre 1 mês após parto


Inconformado e angustiado Otávio Franco Garcia, 23 anos, denuncia o drama e peregrinação em busca de socorro que vivenciou nos últimos dias para tentar salvar a esposa que recém havia dado à luz ao segundo filho do casal.
De acordo com declaração do rapaz, o parto foi bem-sucedido, mas no dia seguinte Francieli Gonçalves Colman, 25 anos, começou a reclamar de dores. Mesmo assim, recebeu alta médica, continuou com dores em casa, buscou por atendimento outras vezes, mas, sem confirmação sobre o problema que tinha, um mês depois de muito sofrimento acabou morta.
A jovem chegou a ser diagnosticada com depressão pós-parto e médico teria classificado reclamações de dores como ''piti''. No entanto, laudo da morte atestou como causa insuficiência respiratória e embolia pulmonar - que é condição em que uma ou mais artérias dos pulmões são bloqueadas por um coágulo sanguíneo. O episódio teve início no Hospital Regional de Ponta Porã e desfecho final no Hospital da Vida, em Dourados. Otávio acredita em negligência médica, por isso relatou o caso à polícia para investigação.
Em entrevista à reportagem, o rapaz conta que o primeiro capítulo de um roteiro que teria fim trágico começou no dia 29 de dezembro, um dia depois do nascimento do filho. “A cesária foi às 8h do dia 28, sem nenhum problema. No outro dia, às 17h, quando fui visitar minha esposa ela reclamava de dores nas costas e no tórax. Fui embora e minha irmã ficou como acompanhante. Três horas depois, minha irmã me ligou dizendo que a Francieli gritava de dor. Fizeram exame de sangue e raio-x, mas nunca tivemos acesso ao resultado. Médicos diziam que não era nada, apenas depressão pós-parto”, disse.
Ainda com dores, Francieli teve alta do hospital no dia 31 de dezembro, às 11h. O receituário prescrevia Dipirona como única medicação, segundo o marido. Já no dia 16 de janeiro, a jovem chegou a sofrer desmaio por causa de outra forte crise de dores. Foi levada para o mesmo hospital e depois de consulta rápida, foi liberada e orientada a tomar Torsilax e Paracetamol. “O médico não fez nenhum exame. Nem para verificar o batimento da minha esposa e a liberou para voltar para casa”, relembrou Otávio.
No dia 22, o estado de saúde de Francieli evoluiu para falta de ar. “Coloquei ela no meu carro e levei para o hospital. Fizeram nela duas inalações seguidas e ela só piorou. O coração começou a acelerar demais e ela foi induzida ao coma para drenar o pulmão. Para se verem livre do problema, transferiram minha esposa para o Hospital da Vida em Dourados. Mas já era tarde. Depois disso, ela nunca mais acordou”, lamentou.
Francieli permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade hospitalar e não pode fazer exame para confirmar a embolia pulmonar porque não podia ser retirada dos aparelhos. “Começaram a tratar embolia e infecção porque precisavam fazer alguma coisa para tentar salvá-la, mas ela teve hemorragia na hora da hemodiálise e só piorou”, desabafou Otávio.
Franciele morreu no fim da madrugada do dia 30 de janeiro, nove dias depois de respirar com ajuda de aparelhos, e o atestado de óbito mostrou a confirmação que antes não havia tido: a causa da morte foi embolia pulmonar. Diante da situação, o marido está revoltado.
“Vou recorrer à Justiça. Minha mulher passou por uns oito médicos. Como nenhum suspeitou sobre o que ela tinha. É só digitar na internet que a gente encontra os sintomas que ela tinha relacionados à gravidez. Fizeram a gente acreditar que fosse depressão. Depois que a Francieli morreu, fui procurar e achei a informação. Será que são tão leigos assim?”, questionou.
Hoje, o filho recém-nascido do casal tem 1 mês e meio e outro filho deles, quatro anos. “Como vou criá-los? Perdi meu emprego para cuidar dela. Não temos familiares que possam nos ajudar onde moramos”, lamentou o rapaz.
INVESTIGAÇÃO
O caso foi levado ao conhecimento policial no começo desta semana, somente após Otávio ter sido instruído pela Associação de Vítimas de Erros Médicos. Inicialmente, a apuração foi feita pelo delegado Patrick Linares, que não descarta exumação do corpo.



“Vamos esgotar as provas que temos de imediato. Vamos analisar o prontuário, ouvir profissionais e outras pessoas envolvidas. No caso de alguma dúvida extrema, poderemos pedir a exumação do corpo. O caso ainda está recente e não tem como afirmar se foi erro médico”, citou o delegado.
A reportagem tentou falar no hospital de Ponta Porã, mas ligações não foram atendidas. No Hospital da Vida, em Dourados, foi confirmada a internação da paciente, mas a direção não posicionou-se sobre o caso.
domingo, 12 de fevereiro de 2017

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