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segunda-feira, 27 de junho de 2016
RIOVERDEMS | Por PORTAL RIOVERDE NOTICIAS

'Barril de pólvora': guerra na fronteira vai demorar a acabar, diz juiz Odilon


O juiz federal Odilon de Oliveira, conhecido pelos seus feitos contra o mundo do crime, fez um balanço sobre a atual situação de fronteira do estado de Mato Grosso do Sul. Com a morte do empresário Jorge Rafaat Toumani, 56 anos, acusado de ser o maior narcotraficante do Paraguai, o clima de terror e guerra se instalou na região de fronteira com Ponta Porã e o magistrado tem conhecimento de causa para se manifestar e colaborar.

O crime ocorreu na noite de quarta-feira (15), na rua Teniente Herreo no centro da cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Rafaat foi atacado por armamentos antiaéreos pesados, quando estava em seu carro blindado e sofreu uma emboscada com centenas de atiradores. Além dele, outras pessoas ficaram feridas e alguns suspeitos já foram capturados.

Uma das hipóteses mais cotadas é que o crime tenha ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Apesar de nenhuma informação ser confirmada, o juiz Odilon acredita que o motivo da execução seja a rivalidade de Rafaat com o Primeiro Comando, exatamente devido à atividade criminosa com drogas.

“Há registros que Jarvis Chimenes Pavão é integrante do PCC, sua participação é cogitada porque ele poderia entrar em conflito para o PCC dominar a região, por causa da facilidade de acesso às drogas e armas. O Primeiro Comando atua há 15 anos no Paraguai, eles são bem estruturados, negociam armas compram drogas. Por isso é difícil fazer uma recomendação à população”, explicou o juiz.
 
Foto: Geovanni Gomes/Arquivo

O perigo é que a região se tornou um “barril de pólvora” prestes a explodir, a qualquer momento. “Levará tempo para a situação da fronteira se acalmar. Diante dos riscos, a população em geral não deve se vincular em nenhum lado do conflito. Deve ficar neutra e exigir das autoridades repressão firme contra o narcotráfico, além de denunciar anonimamente os traficantes que estão agindo na região brasileira e paraguaia”, afirmou Odilon.

Segurança Pública
Odilon explicou que o que mais desmotiva a área de segurança pública e dificulta o fim dos atentados é a falta de estrutura das policias e legislação penal fraca. “É difícil prever os próximos capítulos. Enquanto houver drogas e tráfico de armas não há como mensurar. O Brasil tem que cuidar da fronteira, o exército tem que atuar mais. Só que é preciso de dinheiro, remuneração adicional para cobertura de fronteira, já que as famílias dos agentes de segurança pública também ficam em risco”.

Oliveira salientou a importância de aumentar o efetivo da Polícia Federal ou colocar o Exército em ação.  “Além das operações normais como Ágata, deveria ter atuação militar permanente ou a Polícia Federal deve tomar conta da fronteira, aumentar o quantitativo em três vezes”, avaliou Odilon, ao destacar que a briga pelo território deve continuar.

“Os bandidos não vão invadir o território brasileiro, eles querem a droga do Paraguai, aqui é só mercado consumidor. Mas o Brasil tem que ajudar para não virar terra sem lei, com crimes sem soluções. Tem que ter patrulhamento nas fronteiras, inibir carregamento de arma e cocaína. Operação na fronteira do Exército frequente. Tem que aproximar o Brasil do Paraguai para combater em conjunto, reforçando o policiamento”, concluiu.
segunda-feira, 27 de junho de 2016

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